Música

A voz de Amy Winehouse deixou-nos há 4 anos | we will still love you tomorrow

23 Jul , 2015  

Faz hoje precisamente 4 anos, que a sua voz nos deixou e o mundo nunca mais foi o mesmo, relembremos Amy Winehouse.

Hoje estreia também o filme/documentário “Amy, A rapariga por detrás do nome”. De Asif Kapadia, o realizador premiado com o prémio BAFTA pelo filme “Senna”, “Amy” conta a incrível história de Amy Winehouse, seis vezes vencedora de prémios Grammy, pelas suas próprias palavras. Estou ansiosa para assistir.


 
Sou suspeita, sempre gostei da Amy. Dancei e danço muito ao som da sua música. Mas também deprimi, afinal, tudo o que ela fazia vinha-lhe de dentro e é difícil ser-lhe indiferente, quando nós também estamos no “lodo” .

 

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Conhecia-a através de um canal de música, na altura do lançamento do seu primeiro trabalho, “Frank” em 2003. A cantora e compositora, ainda não era um êxito mundial, mas tornou-se numa verdadeira promessa para a música soul.

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Encantava quem ouvia “In my bed”, “Take the box” ou a conhecida “Fuck me Pumps”, recebeu prémios e nomeações pelo seu trabalho.
Nesta altura eu tinha apenas 19 e Amy 20, mas aquela voz parecia-me a de uma mulher feita, não de alguém que acabara de sair da adolescência. A maturidade parecia presente na sua atitude e presença. Influenciada desde de tenra idade pelo jazz, que estava presente na sua família, aos 13 anos recebeu a sua primeira guitarra eléctrica, e por volta dos 16 anos, começou a cantar profissionalmente ao lado de um amigo cantor de soul, Tyler James. Longe se estava de prever o cruel destino da cantora.

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A verdade é que a partir de certa fase na sua vida pessoal, Amy demonstrou ser um verdadeiro “trouble”, como a própria canta em “You Know I´m no Good “. Em 2005 assume publicamente a sua dependência do álcool, que mais tarde lhe tiraria a vida.

Ainda assim, trouxe-nos “Back to black”, que lhe deu a consagração. Mais música de qualidade, em canções melodiosas, bem diferente de “Frank”, este álbum com traços de música soul das décadas de 50 e 60, conta com R&B contemporâneo e os estilos de influência jamaicana, como o ska, tendo como inspiração os grupos femininos dos anos 60. Nas letras, as canções abordam temas como o seu envolvimento com álcool, drogas e os seus relacionamentos amorosos, (o seu amor de sempre, e também a sua ruína Blake Fielder), que se tornaram verdadeiros hits nos tops e nas rádios por todo o mundo.

 

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Sempre perturbada pelos problemas pessoais a cantora, desdobrou-se em tournées mundiais, convites especiais. Admirada por uns, criticada por outros, Amy – alvo preferencial dos paparazzi – mesmo já em declínio e com actuações por vezes fracas e duvidosas (por estar sob o efeito do álcool), tornava-se ainda mais popular.

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Sempre achei o máximo a sua imagem. O seu estilo era único, o seu longo cabelo negro, com um apanhado exagerado e recurso aos mais variados e divertidos acessórios, era uma imagem de marca.

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O seu guarda-roupa, caracterizado pelos mini vestidos vintage, estilo 50´s e não só, com sapatos altos, ou os jeans e polos com sabrinas, em looks mais descontraídos. Também se destacava pelo eye-liner tamanho XL e as suas tatuagens e piercing. Amy era carismática e inconfundível. Ainda hoje, influencia estilos por todo o mundo.

 

 

Não só pela sua imagem, mas principalmente pela sua voz, música, talento inestimável, Amy será sempre recordada. E para quem é fã – como é o meu caso – fica a mensagem: “we will still love you tomorrow”.