Saber Viver

Manoel de Oliveira parte mas deixa-nos a sua obra

2 Abr , 2015  

Manoel Cândido Pinto de Oliveira cineasta português, segundo consta, foi o mais velho realizador do mundo em actividade. Foi autor de trinta e duas longas-metragens. Faleceu hoje aos 106 anos de idade e o património que nos deixa é incomparável.
Tezturas presta uma última homenagem a esta figura ímpar do cinema, demonstrando a sua admiração pela obra e pela pessoa que era. Um verdadeiro exemplo de vida, inspirador, que nos ensina que a idade não é entrave para perseguirmos os nossos sonhos.

Nem um nem dois dias chegam para mostrar a vasta obra que Manoel de Oliveira deixou. Mas nos próximos dias vai ser mais fácil rever, ou até mesmo descobrir, o cinema do realizador que morreu nesta quinta-feira. Na televisão ou no grande ecrã multiplicam-se as homenagens. A Cinemateca faz nesta quinta-feira uma sessão especial com Douro, Faina Fluvial e na segunda-feira todo o dia será dedicado a Manoel de Oliveira. Também alguns cinemas do país vão repor filmes do realizador. A RTP terá uma emissão especial nos próximos dois dias e na televisão por cabo, no TV Cine 2, são seis os filmes agendados, entre os quais o clássico Aniki Bóbó.

A Cinemateca, em Lisboa, tinha para esta quinta-feira agendada uma sessão com o filme Madame Bovary, de Minnelli às 21h30. Antes disso exibirá Douro, Faina Fluvial, o primeiro filme de Manoel de Oliveira, de 1931, antecipando já uma homenagem ao realizador que acontecerá na segunda-feira, dia 6, com um dia de programação integralmente dedicado à sua obra.

São três filmes, O Passado e o Presente (1971), O Quinto Império – Ontem como Hoje (2004) e Francisca (1981), e as sessões, que são de entrada livre, acontecem respectivamente às 15h30, às 19h e às 21h30. Para a sessão da noite, a última, está marcada uma homenagem a Oliveira, sobre a qual ainda nada se sabe, apenas que conta com o apoio da Associação Portuguesa de Realizadores, lê-se na nota da Cinemateca, que acrescenta ainda que o filme inédito de Manoel de Oliveira, Visita ou Memórias e Confissões, realizado em 1982 e depositado nesta instituição com a indicação explícita do autor para que fosse apresentado como filme póstumo, será exibido brevemente em data a anunciar.

No Porto e em Lisboa vai ainda ser possível ver versões restauradas e remasterizadas em alta definição de Aniki-Bóbó e Douro Faina Fluvial, Acto da Primavera e A Caça numa iniciativa dos Cinemas NOS, a UCI Cinemas e o Cinema Ideal. Os primeiros dois vão ser exibidos de 9 a 15 de Abril, enquanto Acto da Primavera e A Caça passam entre 16 e 22 de Abril. Os filmes serão exibidos em sessões especiais nos Cinemas NOS Amoreiras, NOS Cinemas Dolce Vita Porto, UCI Cinemas El Corte Inglês lisboa, UCI Cinemas Arrábida Shopping e Cinema Ideal.

Na televisão, a RTP recorda o realizador com uma emissão especial para esta quinta-feira e sexta-feira. Já esta noite, será possível rever a entrevista que Fátima Campos Ferreira fez ao realizador quando este completou 103 anos, às 21h, e logo de seguida dará O Velho do Restelo, a curta-metragem que Oliveira realizou no ano passado – o seu último trabalho –, e na RTP2 passará O Estranho Caso de Angélica, de 2010, às 23h49.

Na sexta-feira, haverá uma edição especial em que o canal acompanhará as cerimónias fúnebres do realizador e à noite, na RTP2 às 23h25, será exibido o documentário Manoel Oliveira, o caso dele, da autoria do jornalista do PÚBLICO Sérgio C. Andrade.

Na televisão por cabo, no Tv Cine 2, haverá um Especial Manoel de Oliveira que se prolongará até domingo, 5 de Abril. Este especial arranca nesta quinta-feira com a exibição de Douro Faina Fluvial às 22h, seguindo-se Aniki Bóbó, às 22h20. Sexta-feira, é dia de A Divina Comédia (1991), às 22h e sábado, à mesma hora, passa Vale Abrãao (1993).

No domingo, a homenagem termina com Porto da Minha Infância (2001) e O Gebo e a Sombra (2012).

Cátia Marcelino

Fonte: Wikipédia e Público.

Comments

comments

, ,