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Comes e Bebes, Decoração

Sur la table #6 Mesa de Santo António

15 Jun , 2017  

O mês dos Santos Populares ainda vai a meio, mas o dia e a festa do meu Santo preferido, o Santo António, já passou. A propósito dessa ocasião, trago-vos uma mesa diferente, um pouco improvisada, mas dedicada, que serviu de fundo a um final de dia animado, que se prolongou pela noite dentro, já fora de portas.

 

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O meu gosto por celebrar os Santos, vem desde cedo, quando era miúda fazíamos a festa na escola, eventualmente até ensaiávamos algumas marchas. Na rua saltávamos a fogueira e não faltavam os bailes nos diferentes bairros, em Beja conhecidos por “mastros”, onde a dança durava a noite toda. Entretanto a tradição e outras coisas se perderam pelo caminho, só com a minha mudança para Lisboa, voltei a sentir o bichinho.

 

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Agora a viver na Graça, é incontornável, aliás contagioso e não abdico de ir tomar um copo, ou dar um pezinho de dança. Evito os dias de maior confusão, confesso, e por isso acabamos por organizar estes momentos, mais confortáveis, não menos animados, em nossa casa. Para depois ir bailar até que a música se acabe.

 

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E por falar nisso, a banda sonora deste encontro foi a rigor, não faltou o “Lá vai Lisboa” de Amália Rodrigues, “A marcha do pião das Nicas” do Carlos Paião, ou “Cheira bem, cheira a Lisboa”.
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A ementa bem recheada, teve como protagonistas a marcha dos caracóis, os saltos das sardinhas, e o baile dos pastéis de bacalhau, entre outras iguarias igualmente imprescindíveis numa mesa regada a minis e vinho branco.

 

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Para fazer a mesa, pensei logo em duas coisas essenciais: a toalha xadrez, o clássico da festa popular, perfeita para a ocasião, e os guardanapos da Renova, que a minha sogrinha querida nos ofereceu há pouco mais de um ano, quando nos mudámos para a Graça, o Eléctrico 28, são mesmo uma graça, e finalmente foram inaugurados. A verdade é que por uma questão de sustentabilidade/ecologia e elegância, usamos guardanapos de pano, mas dada a temática da festa e o tipo de pratos (caracóis e sardinhas) esta escolha foi mais apropriada.

 

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A loiça mais básica, é tudo Ikea, com tanta informação, estes elementos tinham obrigatoriamente que ser simples. Para servir e preparar alguns pratos usámos algumas peças mais tradicionais, o assador de barro, e outros no mesmo material, e mais um ou outro Bordallo Pinheiro, presença habitual nas nossas mesas. Ah e claro a saladeira vintage da minha avó.

 

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As bases para os quentes também são made in Portugal, e por isso foram a base do centro de mesa, onde destaquei o Santo António, e o manjerico, símbolos maiores desta celebração, que coloriram e perfumaram a nossa refeição.

 

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E as velas, claro, como já referi várias vezes, de dia ou de noite, não devemos abdicar desse elemento tão importante na decoração. Coloquei algumas aleatoriamente na mesa.

Para personalizar, a andorinha que tanto simbolismo emprega e duas garrafinhas nos tons da decoração.

 

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Outro dos pormenores delicioso, a fazer o verdadeiro match com os guardanapos, é aquele mini eléctrico, que recebi há algum tempo de prenda de aniversário, pintado numa pedra de calçada, do projecto Lisbon Rocks.

 

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Por fim, deixei ainda a zona de apoio à mesa com um óleo pintado por mim, mais umas velas. Gostava de ter comprado flores frescas, uns cravos por exemplo, mas foi mesmo tudo à pressa, e como tinha o manjerico pude compensar.

 

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Gostaram da ideia? Por vezes basta um pouco de imaginação e pequenos apontamentos de que dispomos em casa, para tornar possível uma decoração personalizada, sem grande pretensões, mas feita com muito carinho. Foi assim o Santo António, nesta que “é uma casa Portuguesa com certeza!”

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