Cultura, Pintura

ArcoLisboa | ArcoMadrid vem passear a Lisboa

27 Jan , 2016  

Sim é isso mesmo, a ArcoLisboa, será a primeira feira de arte com a marca Arco que não se realiza em Espanha.
No mês de Maio, de 26 a 29 e terá lugar na Cordoaria Nacional, em Lisboa, claro está, e conta com 40 galerias internacionais.

De acordo com a IFEMA, “este projecto de expansão internacional vem dar visibilidade e projecção à actual cena artística portuguesa”. O nome do evento português ganha o nome de ArcoLisboa numa adaptação do tradicional ArcoMadrid.

“Portugal, um dos aliados históricos da Arco, foi considerado neste novo projecto da IFEMA como um dos focos culturais mais atractivos e um mercado de crescente dinamismo, merecedor de um evento artístico relevante e estável dentro do circuito das feiras de arte contemporânea”, adianta a IFEMA numa nota entregue aos jornalistas ainda antes do início da conferência de imprensa da manhã desta quarta-feira para apresentar o evento.

E há mais, o evento acontece “com a vocação de realizar-se anualmente”.

A feira de arte contemporânea ArcoMadrid tem um enorme impacto na Europa. Reúne galeristas e anualmente atrai coleccionadores de todo o mundo. A próxima edição, a 35.ª, ArcoMadrid decorrerá na capital espanhola de 24 a 28 de Fevereiro próximos. O ano passado participaram 12 galerias portuguesas, a Colômbia esteve como país em destaque nessa Feira.

As Portuguesas presentes foram a 3+1 Arte Contemporânea, a Galeria Baginski Projetos, a Carlos Carvalho – Arte Contemporânea, a Cristina Guerra, a Filomena Soares, a Graça Brandão, a Murias Centeno, a Pedro Cera e a Vera Cortês – Art Agency, todas de Lisboa. Do Porto estiveram a Quadrado Azul e a Kubik e, de Braga, a Mário Sequeira.

Em Lisboa, a Arco terá as suas 40 participantes internacionais divididas por três grandes espaços geográficos: em maior número as de Portugal, seguidas das de Espanha e do resto do mundo.

“A verdade é que ArcoLisboa soa bem”, disse esta quarta-feira Luís Eduardo Cortés, o presidente do comité executiva da IFEMA, sorrindo em frente ao cartaz da nova feira lisboeta, com um logo inspirado na bandeira aos triângulos da capital portuguesa.

Na manhã desta quarta-feira, em Madrid, numa apresentação do projecto à imprensa, o mesmo responsável declarou que a ArcoLisboa “será uma feira pequena, mas com os mesmos critérios de qualidade e seriedade” da ArcoMadrid. A primeira edição “vai servir para identificar eventuais erros – que sempre surgem nas estreias – com vista a corrigi-los nas edições seguintes”.

Todos os responsáveis da IFEMA sublinham que a intenção é fazer da ArcoLisboa uma feira recorrente, “com a vocação de realizar-se anualmente”. Cortés confirmou ainda que a Arco pretende abrir feiras “noutras cidades do mundo”, apontando a América Latina como “o caminho a seguir”.

Os planos de internacionalização da Arco contemplaram no passado países como o Dubai ou a China, mas a escolha final acabou por recair em Lisboa. “Portugal é um primeiro passo inteligente”, salientou Luís Cortés. A IFEMA considera que a escolha de Lisboa foi favorecida “pela progressiva recuperação da economia portuguesa, que “começou a estabilizar no terceiro trimestre deste ano” e a atrair o investimento estrangeiro, “especialmente de investidores brasileiros e chineses”, importantes geografias no sector do coleccionismo de arte.

Para a organização, a ArcoLisboa dará “visibilidade à riqueza e à diversidade do panorama artístico português”, com “um passado, um presente e um futuro especialmente dinâmico e interessante”.

Já o galerista português Pedro Cera, membro do comité de organização da ArcoMadrid, acredita que uma feira de arte com a marca Arco em Lisboa é uma “oportunidade extraordinária” para “revitalizar o mercado português”. “Acho que será extraordinária [a repercussão para as galerias portuguesas]. Ter esta possibilidade de fazer um pequeno Arco em Lisboa é uma coisa absolutamente extraordinária. Penso que vai revitalizar o mercado português”, declarou Pedro Cera em Madrid, à margem da conferência de imprensa.

Fonte: Público

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